A ansiedade é um sentimento, necessário ao bom viver de uma pessoa, sendo benéfica quando controlada. Sentir um pouco de ansiedade ao enfrentar situações do cotidiano, pode ser normal e em muitos casos como em situações de perigo ela será o alerta que fará o indivíduo fugir da situação temida. Por outro lado, quando excessiva, traz prejuízos, pois não há controle, provocando profunda excitação ou mesmo desconfortos físicos como suores, palpitação e enjoo.
Em quadros de ansiedade a pessoa apresenta preocupações excessivas e intensas com o futuro e sente medo das situações do cotidiano. A respiração é alterada por um ritmo rápido, acompanhada de muito cansaço que irá interferir nas tarefas diárias. A ansiedade traz prejuízos sociais e relacionais, pois não raro impede de falar em público, ou mesmo, cria obstáculos para manter a interação social.
Aprender a lidar com a ansiedade no processo terapêutico é conscientizar-se que o melhor lugar para se viver é “AQUI E AGORA” e não projetados no futuro.
A depressão é causadora de muitos impactos na vida das pessoas, também é considerada o mal do século, sendo doença que pode ser confundida com a tristeza, porém, esta última é um estado passageiro que causa sofrimento, mas ocorre após um acontecimento pontual. Já os quadros depressivos são estados de intenso sofrimento, que produzem incapacidade funcional.
Em quadros depressivos severos estão presentes a ausência ou a fome excessiva, a dificuldade para levantar e executar tarefas, tomar decisões, ideias suicidas e dificuldades em relação ao sono. A pessoa não consegue se concentrar e muito menos enxergar saída para o estado em que se encontra, sendo necessário em casos extremados a presença de outras pessoas para lhe estimular e impedir que atente contra a própria vida.
O terapeuta, depois de fazer o diagnóstico e ouvir com empatia o relato do deprimido, seu humor triste, sua perda de interesse e prazer, identifica o prejuízo que estes sintomas, em excesso, acrescentam na vida do mesmo. Acolhe o sofrimento do paciente e ajuda a construir um olhar para a mudança, adquirindo hábitos mais saudáveis, vínculos sociais mais efetivos e ajudando o mesmo a olhar o mundo, não mais através da lente cinza que até então permeou sua visão.
A bipolaridade consiste num desequilíbrio químico nos neurotransmissores, é doença crônica, que necessita terapia medicamentosa e terapia verbal, para ajudar na identificação e reconhecimento dos sintomas maníacos ou depressivos.
No curso da doença o sofrimento vai de um estado de euforia e excitabilidade muito grande, sendo este considerado a mania, para períodos de profunda depressão, numa variação do humor que pode ocorrer durante dias, ou mesmo horas, sendo doença incurável com prognóstico de incurabilidade, mas que diante da terapia verbal e medicamentosa torna-se possível obter boa qualidade de vida.
O terapeuta necessita ter empatia com a bipolaridade, pois esta doença é de difícil trato. Exige experiência para manejar e reconhecer as variações do humor, sendo a mania o estado mais complexo de manejo, uma vez que exige o não julgamento do terapeuta.
O vínculo formado entre terapeuta e paciente, bem como o profissional que faz a prescrição medicamentosa, é muito importante. Eles podem ajudar o paciente a sair da crise.
Os transtornos alimentares são maus hábitos para se alimentar, fazendo a pessoa comer de forma inadequada. Podem se transformar em riscos graves a saúde, especialmente, quando de origem psicológica. São doenças com múltiplos fatores, como a Bulimia que é o comer em excesso, ou ainda, a anorexia, onde a magreza absurda é distorcida, e a pessoa tem a imagem de si mesmo, como muito gorda.
A terapia ajuda na dificuldade para identificar, lidar e perceber os reais motivos que nos levam a comer de forma inadequada. O processo traz à tona os gatilhos para o comer compulsivo, facilitando o surgimento de uma nova consciência para se alimentar, desvinculando o ato de comer dos sentimentos mal resolvidos. Passa a ter novas formas sadias para alimentar-se, não mais confundindo, sentimento com fome e adquirindo comportamentos que solucionam o embate entre “Comer e Alimentar-se”. Comer é bom, traz vida, comer em excesso pode trazer o fim da vida.
É doença mental grave, incurável e crônica. É caracterizada pela recorrência de padrões de pensamentos intrusivos que mesmo parecendo sem sentido e até algumas vezes absurdos a pessoa não consegue parar, buscando em tarefas ritualizadas o alívio.
Em consequência dos pensamentos obsessivos o paciente desenvolve rituais. As compulsões ou rituais são comportamentos, a exemplo de verificar compulsivamente se portas e janelas estão fechadas, contar exaustivamente desenhos nas paredes, lavar as mãos em excesso e organizar o guarda roupa com excessiva simetria de forma perfeccionista.
Na terapia, o foco é aliviar o paciente do sofrimento que carrega, aumentar a consciência sobre a vida que leva e o que fazer para ter alivio nos pensamentos e comportamentos compulsivos, muitas vezes se faz necessário o uso de medicações prescrita pelo médico.
“No fim das contas, a felicidade se limita à escolha entre o incômodo de se tornar consciente das aflições mentais e o desconforto de ser guiado por elas”.
Youngei Mingyur Rinpoche
A vida é composta por desafios que, muitas vezes, nos dão a ideia de estarmos cheios de problemas. Quando sentimos e pensamos assim, nos comportamos guiados pelo sofrimento. A terapia pode ser o suporte que nos orienta e ampara para crescer e modificar comportamentos.